Já que os Manifestos são o que agora está a dar...

Este é comprido. Passe à frente se só está aqui para ver a bonecada

Os últimos tempos têm se mostrado uma revolução. Quando, aqui há uns anos, as pessoas que queriam algo feito o faziam por si mesmas, o advento do poder de compra veio mudar isso. Passou-se a comprar as coisas feitas. Ora, hoje em dia, o caríssimo leitor já nem isso tem que fazer. Pode se dar ao luxo, graças aos mais recentes desenvolvimentos nas tecnologias de informação, de mandar vir as coisas feitas. Sem deslocações. Sem complicações. Uma pessoa pode, efectivamente, nunca mais mexer um dedo por nada, desde que tenha a nota que chegue.

A nota tornou-se, portanto, no único valor importante.

Dando um rapidíssimo pulo de pensamento: sê-lo-á também para a AE do Dona Maria? (grande pulo, por sinal)

Respondemos pedindo ao caríssimo internauta que realize a seguinte experiencia:

Dirija-se ao Amazon.co.uk. Ponha no seu carrinho virtual tijolos, uns quilos de cimento, uma pá de servente e uma betoneira.

Receberá alguns dias depois, com algum imposto e por correio expresso, a sua encomenda. Terá tijolos. Terá cimento. Terá uma pá de servente e uma betoneira.

Sente-se. Aguarde…

Repare agora no seguinte: Por muito que deseje. Por muito que espere. Por muito que vote no seu partido político de referência, ou reze ao Messias da sua fé. Por muito que peça aos transeuntes que o façam por si, ou por muito que leia “O Segredo”, de Rhonda Byrne, e acredite com muita força que tal vai acontecer…

A casota de cão, o pequeno T2, ou a fortaleza inexpugnável que esperava ver feita nunca se materializará. E não há nota alguma que o ajude.

“Demónio de Existência! Raça de destino! E logo eu, que queria tanto a minha casota/ o meu T2/ a minha fortaleza! Mas nunca a possuirei!”

“A não ser…

“A não ser…”

Sissenhor, a não ser que vosselência levante o seu real derrière do assento e comece a trabalhar. Trabalhar no duro! Trabalhar. Trabalhar, trabalhar, trabalhar! Trabalhar.Trabalhar.Trabalhar.Trabalhar.Trabalhar. Trabalhar com um objectivo e metas definidas, trabalhar com algo em mente, mas trabalhando sempre, incansavelmente, até se conseguir aquilo que se quis.

Frases feitas à parte, o leitor já compreendeu onde queremos chegar: àquilo que é para nós a Associação de Estudantes: Não mais que um grupo de alunos, de colegas, de pessoal, no fundo, porreiro, que não se importa de dar um bocado mais e de trabalhar (trabalhar, trabalhar, trabalhar, não esqueçamos) para que o ano corra bem, as paredes da escola estejam compostinhas, haja eventos, e torneios, e tudo-o-mais que entretém as juventudes de hoje, organize aquelas coisas que “toda a gente faz”, mas que a verdade é que alguém tem que fazer (viagens de finalistas, baile, convívios, etc.) e ajude, no fundo, ao bom funcionamento desse fino entendimento que são as coisas.

Porque é que nos candidatamos? Francamente, e não nos crucifiquem por isso, porque somos bons. Bons? Bons. Temos ideias originais. Projectos interessantes que chegarão ao blog ASAP. Estamos dispostos a trabalhar. Trabalhar, trabalhar, trabalhar. Temos boas bases de trabalho, gente disposta a ajudar, bastante know-how, e, sem esquecer, temos o bom do papel (OhYeah! Uma indirecta!).

Por fim, e para não fugir à norma, há que terminar este “Manifesto” com uma referência à cultura popular. E, sendo esta a lista de Bob, o Construtor, estando a escola em obras, e havendo já feito uso de uma metáfora relacionada com a construção civil, vai ter que ser a seguinte:

“Eram uma vez três porquinhos. Um fez a sua casa com palha. Outro, fê-la em madeira. O terceiro, o mais esperto, usou tijolos”

(Adivinhem lá qual é que safou os outros dois do lobo mau…)


Manuel Pinto dos Santos

43 comentários:

Anônimo disse...

Explica a indirecta que tens no final.

Anônimo disse...

É uma pena a ironia (quer do inicio quer do fim).Está um bom texto.

João Melo disse...

5 estrelas!

João disse...

Escreveram muito para não dizer quase nada. No final de contas, uma pessoa só fica a perceber que vão trabalhar... continua no ar a suspeita de que a I está mais aplicada e sabe melhor o que pretende da A.E.

Anônimo disse...

Tás a gozar? Achas que a lista i está mais aplicada? Talvez esteja, realmente, na campanha, festinhas e gritinhos é muito bonito. Agora, que sabe melhor o que pretende da AE? Opá, é só comparar as propostas de uns e outros e ver quais são realizáveis e quais são úteis.

Anônimo disse...

aqui ao menos aceitam comentários a criticar a lista.

Anônimo disse...

Pessoal, nós propomo-nos a trabalhar em coisas possíveis! E garanto-vos que todos os projectos serão cupridos, se ganharmos!

Anônimo disse...

"No final de contas, uma pessoa só fica a perceber que vão trabalhar..."

queres mais que isso, é? Para haver convívios e festinhas é preciso muito trabalho, já pensaste nisso? Por isso sim, se a única conclusão que tiras é essa, melhor. Está garantido que vão trabalhar.

Anônimo disse...

Eu batia palmas por esta lista até saber do convívio, afinal a diferença não é feita e futilidades também são convosco.

Anônimo disse...

Achava bem mais necessária e propositada a ideia de promover o bem estar de todos dentro do espaço escolar do que ir para uma discoteca meter-me com a/o minha/meu colega do lado e no dia seguinte ser olhado/a de uma forma esquisita porque a gaja/o era feia/o mas puder dizer "epá, c'aganda noite 'meu'!Não foste?És uma merda!"
Pensava que a atitude que se escreve com B começava por aí, fiquei desiludido.

mister jones disse...

Para quem referiu os convívios, tem toda a razão, e acreditem, não foram os únicos a ficar desiludidos. No entanto, não é razão para desanimar, como dissemos, o que queremos é agradar a toda a gente, e como tal, temos de organizar eventos que agradem a diferentes tipos de pessoa. Por razões logísticas, o primeiro evento organizado teve de ser, obrigatoriamente, um convívio, mas isso não significa que não se organizarão mais coisas. Na verdade, muitas coisas estão já a ser preparadas e pensadas para um futuro próximo, pois não queremos deixar ninguém de fora. E se alguma vez fores olhado de maneira esquisita só tens de ignorar, porque há um valor que é fundamental transmitir na nossa lista: tolerância. Atitude escreve-se, efectivamente, com B, e não é por ires ou não ires ao convívio, por gostares ou não gostares de convívios que tens de ficar de fora.

Anônimo disse...

Eu achava bem mais genial um cartaz a oferecer aBraços (beijos não pcausa da gripe) ou um miniminimini concertozito (só uma pessoa a tocar viola e o resto tudo a cantar é suficiente) só para criar o bem estar entre todos ou algum outro tipo de actividade em que toda a comunidade escolar pudesse estar 'a conviver' e até dar umas boas risadas, num intervalo por exemplo. Era essa a atitude com B que esperava.

João Carvalho disse...

Adorei a ideia dos Free Hugs! Não te queres identificar? É que é mesmo dessas pessoas com esse tipo de ideias que nós queremos e precisamos na lista (se é que não estás connosco). Se quiseres entrar em contacto manda um mail para mim ou para o Guilherme: joaogomescarvalho@hotmail.com ou guilhermeblqueiroz@hotmail.com. Infelizmente essas ideias são impossíveis de realizar na escola antes da campanha porque se vender pulseiras dentro da escola é considerado pré-campanha eu nem quero imaginar o que é que chamam a isso mas enfim, é assim que as coisas funcionam. Quanto ao convívio acho que qualquer pessoa que me conheça a mim e ao Guilherme minimamente sabe que não é das coisas que mais nos agrada. No entanto, acho que é uma actividade necessária, primeiro porque agrada à maioria da comunidade escolar e segundo porque dá dinheiro.

Anônimo disse...

Quem falou de pulseiras?Pode muito bem ser um miniminimini concertozinho para ajudar a criar um bom ambiente; nada relativo a listas mas com muita atitude B.
As aulas já começaram à duas semanas (vá) e sinceramente ainda não descobri qual o meu lugar, só sei que no bar não entro porque está completamente entupido, e já cansa passar fome.:)
Um gajo a tocar viola é bonito ao ouvido, alegra pá!

Prefiro manter o anonimato no blogue e se te mandasse um email provavelmente não irias acreditar.
Não me sinto bem como membro activo na lista e se soubesses quem era entenderias porquê...mas ainda hoje dei uma (boa, para mim) ideia criativa.

Anônimo disse...

Ai, não tinha percebido a das pulseiras mas agora reli e fez-se uma luzinha e tal e já entendi.
Não percebo, então os flyers são permitidos apenas porque são dados fora da escola?!

João Carvalho disse...

Agora fiquei curioso xP sim, é isso mesmo. Qualquer actividade de lista dentro da escola é considerada pré-campanha e por isso podemos ser impedidos de abrir por causa disso.

Anônimo disse...

Estava a espera de uma lista B sem convívios e essas merdas. Estava a espera de uma lista mesmo maluca e cheia de ideias.. Será que ainda conseguem mostrar aquilo por que sempre lutaram e os ideias que supostamente vos unem? Será que têm mesmo capacidade intelectual, criativa, original e humorística para ganhar com honra? Sejam radicais! Sejam a lista B do dona maria. Façam-nos acreditar que são completamente diferentes e mostrem as listas i e ç que a banalidade já cansa! Estamos todos a espera de uma lista mesmo B..rutal.
Deixem-se de macacadas e surpreendam-nos! O mr.jones diz que vocês têm de agradar a todos mas isso é na AE, nao é agora na campanha ou pré-campanha ou o raio vos parta. Agora é que queremos ver as vossas opiniões e as vossas personalidades bem vincadas.
O Barack obama inovou na cor, os Beatles na musica, vocês só têm de mostrar que o Bob (construtor) inova na Atitude!

Anônimo disse...

É isso mesmo anónimo.

Anônimo disse...

Eu compreendo a vossa postura. Suponho que agora no início um dos vossos objectivos seja ganhar dinheiro e uma vez que "festinhas e convivios" efectivamente, trazem dinheiro e dado que agradam à maior parte da comunidade escolar é razoavel e perfeitamente aceitável que uma lista como a vossa os faça. Contudo, confio plenamente na vossa capacidade de inovação e acredito que também este convivio Blackout vai ter algo de diferente, algo "à Lista B", algo com Atitude. Acredito que tenham muitas mais coisas realmente inovadoras e criativas para nos apresentar e proporcionar, sejam "free hugs" ou um miniminiminiminimini concertozinho nem que seja na estátua dos Heróis do Ultramar.

A verdade é que, pelo que me tem sido dito, são uma das listas mais correctas que já apareceu, afinal, vocês são mesmo "um grupo de amigos que se juntou e decidiu abrir uma lista".


Confio no vosso trabalho, não desanimem!

Manuel Pinto dos Santos disse...

"O mr.jones diz que vocês têm de agradar a todos mas isso é na AE, nao é agora na campanha ou pré-campanha ou o raio vos parta."

...
Primeiro é preciso chegar à AE. Para isso é preciso agradar à maioria. Daí os convívios. E, p'loamordaSanta, não compreendo. Não gostam dos convívios, não têm que ir. Se há palhaços que vêm com o referido "epá, c'aganda noite 'meu'!Não foste?És uma merda!", não percebo porque é que tens que ligar. Da mesma forma que não esperamos que toda a gente adira a todas as nossas maluqueiras (que aí vêm... Paciência...). Há bolachas que chegue para todos. Escolham o que vos agradar mais, se queremos ser uma AE não podemos alienar gente, não é de forma alguma vendermo-nos, é uma questão de de a escola e a AE serem de todos, não só dos que votam a favor.

Ao "João", digo que me apanhou. O texto é mesmo grande, e diz mesmo pouco, não vamos fingir que não. É um exercício mais literário que outra coisa. Já o "Anónimo" do comentário das 12:30 tirou-me as palavras da boca. Neste ponto, tudo o que podemos fazer é mostrar ideias, ir dando uns teasers (o convívio será o primeiro) e prometer muito trabalho, muito suor, muitas ideias. São promessas. Não mais. A questão relaciona-se com o valor que se dá à promessa. A Lista B dá-lhe um valor enorme. A partir daí, depende tudo da confiança que depositam em nós. Toda a campanha acaba por se resumir em tentar provar qual das listas merece mais confiança. Nós achamos que somos nós. E vamos tentar prová-lo.

Quanto à indirecta: não é uma indirecta. Não se avisam indirectas. É, portanto, uma sátira às indirectas, em particular às que havia entre as listas L e Z o ano passado. A referência é feita ao célebre discurso em que a Lista L se apresentava como possuindo recursos em termos de "papel", o que despoletou uma série de indirectas por parte da Z. Não se trata de uma crítica à ironia da Z, ou aos dotes oratórios de Luís Lima, mas do sarcasmo em geral que costuma acompanhar as campanhas à AE, que são na nossa opinião uma coisa desnecessária, um autêntico ferrão (vêem? Isto não se faz...) naquilo que devia ser uma competição entre amigos. É só uma AE pessoal. Calma. Não é preciso arrancar olhos.

Kudos para o ilustre anónimo que sugeriu os Free Hugs. Quiçá não o faremos? As grandes ideias vêm por interacção, e se continuarmos com este feed-back por parte dos comentadores, "we're in for a hell of a ride" com esta lista...

Anônimo disse...

eu não percebo o porque de tanto anti-convivio/festa... não gostam de curtir a vida e divertir-se?

mister jones disse...

Eu também não percebo porque é que as pessoas nos julgam anti-convívio/festa. Somos apenas anti-banalidades. Afinal, somos alunos do secundário, e claro que queremos festas, apenas queremos mudar o conceito.

Anônimo disse...

e ridiculo uma lista que defendia ser diferente e nao organizar convivios nem festas parecidas fazer o primeiro na via latina e deixar vender as suas ideias.voces traçaram o vosso plano ao dizer que iam marcar a diferença de varias formas e uma delas era sendo contra os convivios,se querem credibilidade teem de se manter com a vossa ideia ate ao fim nao a podem alterar quando vos apetece

Anônimo disse...

Eles nunca disseram que não iam fazer convívios, muito pelo contrário, foi-lhes atribuida uma designação incorrecta. Agora, o facto de irem fazer um convívio, nao quer dizer que deitem por terra todas as outras coisas que têm planeado, de todo. Como tenho ouvido dizer, estão a fazer um surtido de bolachas, de modo a agradar a todos e a introduzir novas ideias, ainda têm muito para apresentar. Quanto ao convivio, acho que vai ter toque especial, e não vai cair na banalidade.

fui

mister jones disse...

Caro anónimo, digo-te antes de mais que não deixamos vender as nossas ideias. Concordo, e não vale a pena afirmar o oposto, que é contraditório, ou pelo menos assemelha-se, uma lista com os ideais traçados como a nossa, pretendendo fazer algo diferente, algo inovador, revolucionando por completo a ideia de AE e de campanha organizar, ainda por cima como primeiro evento público, um convívio aparentemente em moldes normais e caindo na banalidade.Na verdade, e como afirmamos no 1º post, pretendemos agradar a todas as pessoas, e não nos focalizar apenas num grupo, seja ele ou não maioritário, e como tal o convívio de dia 2 tem em vista agradar ao máximo possível de pessoas. A discoteca Via Latina tem três espaços diferentes, sendo um deles ao ar livre, cada um com o ambiente e programa que desejarmos dar-lhe. Deste modo, um deles será um típico espaço de discoteca, com música e ambiente adequado a isso, mas tentando, mesmo assim, ser diferente aos comuns convívios do género. O outro, estando entregue a outro grupo de pessoas, vai ser direccionado para todos aqueles (como eu) que não gostam do ambiente do anterior espaço, tendo música diferente e uma série de actividades e propostas para acrescentar diversão à noite . No fundo, um espaço em que se pode estar calmamente a conversar e a conviver com as pessoas. O terceiro espaço, a varanda, em princípio, seguirá um pouco o exemplo do segundo. Estes pormenores serão em breve melhor explicados, mas achei por bem clarificar isto agora, para todos ficarem devidamente informados.

Anônimo disse...

epa fala direito.nao e por tentarem mostrar sempre que possivel que sabem que falar que vao ter mais votos

Anônimo disse...

nao. vão ter mais votos porque são mais populares, queres ver? saber falar é um primeiro passo para o saber agir, e se este grupo está tão coeso e com tanta vontade de trabalhar como diz estar, então vai ser por isso que vão ganhar mais votos. Sinceramente não sei o que esta gente tem contra o saber falar.

Dr. Feelgood disse...

Há muitos e variados tipos de pessoas, e ao dar uma vista de olhos pelos posts e respectivos comentários deste Blog do Bob, vejo que há aqui um certo confronto entre pessoas que têm visões da vida bastante diferentes (o que é sempre bom).

Só sei que nada sei, mas não me considero de todo um ignorante. Gosto de estar actualizado. Gosto de ler, gosto de música, de arte, de desporto e de política. Gosto de namorar. E adoro a internet, em especial a blogosfera, que é grande amiga dos alunos do Dona Maria.

Agora vem a parte da minha descrição pessoal que poderá chocar os mais sensíveis: gosto de café, de tabaco e de cerveja. Gosto de estar sentado a uma mesa, rodeado de bons amigos, com um copo na mão esquerda e um cigarro na direita. E é para mim uma sensação óptima entrar numa discoteca, especialmente em dia de convívio (se isto faz de mim uma pessoa fútil, então assim seja, mas pensem duas vezes).

Todos estes dados para quê? O meu objectivo é mostrar que sou uma pessoa com gostos variados. Talvez até partilhe gostos com pessoas muito diferentes entre si, e tenho orgulho nisso. Não julgo quem gosta de se embebedar com pompa e circunstância noite fora, assim como não julgo quem prefere ficar em casa e deitar-se cedo.

Chamo apenas a atenção para o mal das ideias pré-concebidas. Porque toda a gente é diferente do que parece à primeira vista. Quem gosta de sair à noite não é "fútil", assim como quem não gosta não é um "cromo". O objectivo sumo da vida é, no meu entender, conhecer o máximo de coisas possível, e não criticar tudo aquilo a que não estamos acostumados ou a que não temos acesso.

Gostei da passagem "epá, c'aganda noite 'meu'!Não foste?És uma merda!". A ti que escreveste isto, deduzo que já o deves ter ouvido e não gostaste. O que te interessa se és olhado de lado pelo que fizeste ou deixaste de fazer na discoteca, ou que as pessoas achem que "és uma merda" por não teres ido? Vales por ti, e o que fazes diz-te respeito a ti e a mais ninguém.

Ao organizar um convívio, a Lista B está a seguir uma ideia correcta: agradar a todos os alunos. Hoje um convívio, amanhã uma coisa completamente diferente. Deve ser dado o benefício da dúvida. Se já eras apoiante da B, dá-lhe o benefício da dúvida e vai ao convívio. Se não gostares, das duas uma, é porque o convívio está mal organizado ou a noite simplesmente não te diverte. Julga-os pelo primeiro, se for caso disso, mas nunca pelo segundo. Isso depende da tua personalidade e mais nada.

Confesso que não sou apoiante da Lista B, por inúmeras razões ideológicas e pelo modo como foi concebida e estruturada. Por uma questão de respeito, não vou desenvolver essas ideias no seu próprio Blog. Mas sei reconhecer esforço e mérito nos seus membros (sem dúvida não todos) e foi por isso mesmo que decidi escrever aqui.

Sem mais nada para dizer (por agora), saudações académicas.

Maxwell Zorin disse...

Meu caro e mui estimado Dr. Feelgood,

Apreciso a estrutura das tuas sentenças e o valor das tuas ideias, simplesmente penso que ficaste aquém do que devia ter sido a tua exposição.

Se era de um precedente que precisavas para expor as tuas diferenças ideológicas com a lista B, aqui o tens: convido-te, incito-te e exorto-te a que o faças. Só assim o teu discurso será pleno. Nada de mal há em expor a discordância, viva a diferença.

Retribuo-te as saudações académicas,

Maxwell Zorin, A View to a Kill

Dr. Feelgood disse...

Eu não preciso de nada para expor as minhas opiniões em relação à B, até porque não tenciono nem tencionava fazê-lo desta forma. Só me identifiquei como não sendo da lista porque não queria que o meu texto fosse confundido com o de um qualquer membro. Quando tiver algo a dizer não o direi num blog, e para além do mais não me identifico com a crítica sistemática, não é assim que se ganha umas eleições.

Anônimo disse...

Mesmo não sendo apoiante da Lista B, foi um comentario sensato,que não se deixou levar pela ideia de que sendo da Lista contrária tem a obrigação de dizer de tudo o que é iniciativa da adversaria mal. Apreciei muito o comentário do Dr. Feelgood, e obrigado pelo tempo dispendido a escrever este texto.

Anônimo disse...

isto e ridiculo.uma lista que tanta diferença prometia fazer...mas que diferença vao realmente fazer?vejo projectos banais,vindos de uma lista banal constituida por pessoas banais que prometem a mudança desde o ano passado.dizem que vao ser diferentes de todos os outros,sem as "banalidades" mas sao ridiculos voces so gostam de criticar os outros e tentar mostrar que sao melhores mas as vossas palavras caras servem apenas para esconder uma lista sem projectos e acima de tudo sem capacidade de gerir uma ae.pa divirtam se com outra coisa porque para isto nao teem muito jeito

Anônimo disse...

pessoas banais, sem capacidade para gerir uma AE? acho que antes de falares assim devias conhecer realmente as pessoas envolvidas. achas que são mais banais que qualquer outro de outra lista? achas que trabalham menos que qualquer outra lista? pois se há na escola pessoas com capacidade para trabalhar numa AE, mantê-la legalizada e ir para a frente com aquilo, salvo duas ou três excepções, estão à frente desta lista. podes perguntar a quem quiseres. e se por acaso pode haver uma queda na banalidade na campanha é porque, ao contrário dos outros, a b não está aqui para a campanha (pelo menos não só), mas principalmente pela AE. e é muito diferente mudar as coisas, especialmente nesta escola, onde muita gente tem a mentalidade que acabaste de ter, a desdizer só pelo prazer de desdizer.

Anônimo disse...

o anónimo das 13:10 de 2 de outubro devia mas é tar calado

Anónimo das 13:10 disse...

ya, porque tu é que sabes, não é?

O Transeunte disse...

"pois se há na escola pessoas com capacidade para trabalhar numa AE, mantê-la legalizada e ir para a frente com aquilo, salvo duas ou três excepções, estão à frente desta lista. podes perguntar a quem quiseres."

Hmm...

Essa aí foi forte.

Analisemos.

De início, o autor investe com veemência, mas duvida de si ("pois se há na escola pessoas com capacidade..."). Isto não é nada bom.

Continuemos.

"...mantê-la legalizada"! Uma grande novidade para mim. Agora as associações deslegalizam-se. Sem mais nem menos. Quando lhes apetece. Convém mantê-las na ordem, as marotas. E ao mantê-la legalizada, há que "ir para a frente com aquilo". Para onde? E o que é "aquilo"? Já estou confuso. Não sei se a AE é uma rebelde se é um carrinho de mão (há que ir para a frente com esses!)

Concluamos.

Só "duas ou três excepções"? Então será a população estudantil do Dona Maria composta por pessoas mentalmente pequeninas? Então não sei porque se dão ao trabalho, sinceramente. É um caso clássico de oferta de dentes a quem não tem nozes!

E se tiveres duvidas podes perguntar a seja quem for! Porque toda a gente sabe, apesar de o próprio autor ter dúvidas. É um fixe, duvida das próprias capacidades mas os coitadinhos a quem tenta conquistar o voto não duvidam. Wait for it... Paradox five!

Por favor. A sério pessoal, acordem. Respeitem os vossos possíveis votantes, pelo menos. Fica-vos bem.

mister jones disse...

Só para esclarecer que o Anónimo das 13h10 não é, de maneira alguma, a voz da lista B, e como tal, não devem ser tiradas conclusões sobre a lista a partir das afirmações de alguém que se esconde no anonimato. Quero ainda dizer que nós, óbviamente, respeitamos a comunidade escolar, e reconhecemos grande capacidade nela, tanto nas pessoas envolvidas em listas como nas que optam por uma posição neutra, não nos competindo a nós, também, fazer juízos de valor sobre qualquer pessoa. No entanto, e para clarificar a ideia da legalização, se não houver, realmente, trabalho por parte da futura AE, principalmente no que toca a assuntos financeiros, esta pode, de facto, perder o seu estatuto legal e com isso todos os direitos a ele associados.

oi? disse...

"É um caso clássico de oferta de dentes a quem não tem nozes"


err

Não é mais " dar nozes a quem não tem dentes?". Ou usaste a expressão "É um caso clássico de oferta de dentes a quem não tem nozes" por alguma razão ou algum trocadilho que me passou ao lado? Isso não pode ter sido porque eu só costuma ouvir a expressão " dar nozes a quem não tem dentes" e não "dar dentes a quem não tem nozes" logo não se pode tratar de um "caso clássico"...

género...

ugh?

Anônimo disse...

Sempre a tentar parecer mais inteligente que o outro...credo.
Não é com dogmas falsos que se vai a lado algum.

Manuel Pinto dos Santos disse...

Gosto do estilo do Transeunte. Sério. O texto acaba por compensar em estilo o que falta em ideias (um pouco como o próprio Post, mas esse não esfrega a sua superioridade a todos os outros).

Analisemos o "Analisemos". Não diz nada. Não passa de uma tentativa sem-vergonha de desacreditar o bom do "Anónimo". Isto não é nada bom.

Continuemos pelo "Continuemos": se é para ti uma novidade que a legalização da AE tem que ser mantida, ao menos não escrevas isso para toda a gente ver. É uma das partes mais difíceis e trabalhosas de ser uma AE, há contas para pôr em dia, registos que têm que ser feitos, toda uma carga de trabalhos para o tesoureiro. E 'bora meter referências a "carrinhos-de-mão", que são coisas com piada, e metáforas estapafúrdias ficam sempre bem (mais uma vez, não escondo que o Post também é pródigo nestas)

Concluamos com o "Concluamos" (que é como quem diz, porque, na verdade, ainda há mais três parágrafos): não posso defender que só há "duas ou três excepções", mas não é preciso ser-se só "mentalmente grande" para ir para a frente com uma AE. É preciso vontade e trabalho. E se houvesse muita, muita gente que os tivesse, havia no mínimo cinquenta listas. Não há. O que quer dizer que os que têm capacidade, querem, podem e trabalham para ter uma AE séria são os que se candidataram. Sem depreciar todos os outros alunos, cada um tem o seu papel, como é óbvio.

Dúvidas? O autor não diz que tem dúvidas, diz "se tiveres dúvidas" quanto à capacidade da B. E parece que tens. E estás no teu direito. Como eu estou no meu direito (e dever) de te convencer do contrário.

E o "Anónimo", não sendo parte integrante da lista, não pode faltar ao respeito dos seus "possíveis votantes" porque ninguém vai votar nele. Eu posso. Mas não o estou a fazer. Espero eu, que há gente que se ofende com tudo... Espero que compreendas, Transeunte, que estou a contradizer de forma o mais lógica possível o teu comentário. Sem qualquer sangue, sem qualquer questão. Só a rebater uma opinião.

E o bravo "Anónimo" das 13:57 fala de se tentar parecer mais inteligente... A questão não é essa. Estamos a mostrar o que temos. Estamos a expor o nosso lado. Para que quem vota consiga ver em quem e porque é que vai votar.

E não resisto a acabar com...
DENNY CRANE!
(ainda que me lixe a contagem de parágrafos)

Alan Shore disse...

Caro Manuel Pinto dos Santos

Gostaria de começar o seu trabalho, tanto na elaboração deste manifesto como na Análise feita à Análise d'O Transeunte a este manifesto.
Ambos os textos estão bastante bem escritos, não haja dúvida.

(Como deve ter calculado por este meu início tão elogioso ao seu trabalho, chega agora a altura de usar uma conjunção coordenativa adversativa)

Contudo, vejo-me obrigado a comentar este seu manifesto pelo simples facto de existir uma pequena falha no raciocínio inicial do seu manifesto.

Voltemos ao nosso leitor, sentado à frente da sua encomenda. Tem cimento, tijolos, uma pá e uma betoneira.
Calculo que tenha também um computador com ligação à internet à sua frente, uma vez que acabou de ir ao Amazon.co.uk. Possivelmente, uma vez que o nosso leitor é "cheio de nota", tem também um telemóvel no bolso, com saldo suficiente para fazer umas quantas chamadas.
O nosso leitor pode então, em vez de perder o seu tempo a ler "o Segredo", de Rhonda Byrne, dirigir-se a www.pai.pt. Depois de uma breve pesquisa encontrará certamente um pedreiro ucraniano a viver na sua área.

Um simples telefonema e... Voilá!

A casota de cão, o pequeno T2, ou a fortaleza inexpugnável que esperava ver está materializada.
Sem trabalhar, trabalhar, trabalhar.

Mas o seu texto está óptimo, claro que sim!
Pena a premissa errada...

Manuel Pinto dos Santos disse...

Ok, eu pensei nisso. Sério.

Só não estava à espera que alguém lesse mesmo o texto.

Mas o amigo Alan, como de costume, aliás, não pôde deixar de estar atento.

É verdade, claro, que a metáfora era meramente ilustrativa e uma desculpa para escrever a palavra "betoneira", e, como tal, essa "falha" acaba por não ter qualquer peso.

Mas tenho que valorizar a atenção, claro. Obrigado pelo heads up, vou ver se penso numa forma de dar a volta à metáfora.

Sem mais,
Jerry Espenson.
(*POP*POP*!)

Provedor do Português disse...

Texto muito bom, muito bem escrito.
Os meus parabéns!

http://provedordoportugues.blogspot.com/